Fluvique 50mg 30 Comprimidos Revestidos C1
Descrição do produto
O que é o Fluvique 50mg?
O Fluvique 50mg é um medicamento de uso oral que contém maleato de fluvoxamina. Ele é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ajudando na melhora ou no desaparecimento dos sintomas relacionados a essas condições.
O tempo médio estimado para o início da ação do maleato de fluvoxamina é de aproximadamente duas semanas. A resposta ao tratamento pode variar entre os pacientes, e o medicamento deve ser utilizado conforme a prescrição médica, respeitando as doses, os horários e a duração estabelecida pelo profissional.
Composição do Fluvique 50mg
Cada comprimido revestido do Fluvique 50mg apresenta a seguinte composição:
- Princípio ativo: 50mg de maleato de fluvoxamina;
- Excipientes: celulose microcristalina, manitol, amido, estearilfumarato de sódio, dióxido de silício, talco, dióxido de titânio, hidroxipropilmetilcelulose e polietineglicol.
O medicamento contém o corante dióxido de titânio. Os comprimidos de 50mg são revestidos, circulares, biconvexos, brancos ou quase brancos e apresentam vinco em uma das faces.
Superdose do Fluvique 50mg: o que fazer?
A administração de uma quantidade de Fluvique superior à recomendada pode causar náusea, vômito, diarreia, sonolência excessiva, vertigem, aumento incomum dos batimentos cardíacos, diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial baixa.
Embora a fluvoxamina apresente larga margem de segurança em casos de superdose, podem ocorrer complicações graves, especialmente quando uma quantidade excessiva é utilizada intencionalmente em associação com outros medicamentos. Nessas situações, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento médico.
Não existe antídoto específico para a fluvoxamina. Em caso de superdosagem, o esvaziamento do estômago deve ser realizado o mais rapidamente possível por profissionais de saúde, acompanhado de tratamento sintomático e de suporte. A bula recomenda o uso repetido de carvão ativado, juntamente com laxante osmótico quando necessário. A diurese forçada e a diálise não demonstraram benefícios.
Em caso de uso de grande quantidade, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula, se possível. Para receber outras orientações, ligue para 0800 722 6001.
Para que serve e como funciona o Fluvique 50mg?
O Fluvique 50mg serve para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo. No tratamento dessas condições, o medicamento promove a melhora ou o desaparecimento dos sintomas.
A fluvoxamina pertence ao grupo dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, também conhecidos como ISRSs, uma classe de medicamentos antidepressivos. Segundo a bula, o início da ação ocorre, em média, após aproximadamente duas semanas de tratamento.
Para o tratamento da depressão, seu uso é indicado para adultos. No caso do transtorno obsessivo-compulsivo, o medicamento também pode ser utilizado por crianças e adolescentes com mais de 8 anos, exclusivamente com orientação e acompanhamento médico.
Contraindicações do Fluvique 50mg
O antidepressivo Fluvique não deve ser utilizado nas seguintes situações:
- Por pacientes com alergia ou hipersensibilidade ao maleato de fluvoxamina ou a qualquer componente da fórmula;
- Para o tratamento da depressão em pacientes com menos de 18 anos;
- Para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo em crianças com menos de 8 anos;
- Em associação com tizanidina, ramelteona ou pimozida;
- Em associação com inibidores da monoamino-oxidase, como moclobemida e selegilina;
- Em associação com linezolida;
- Por pacientes com síndrome congênita de prolongamento do intervalo QT ou que já tenham apresentado episódios de ritmo cardíaco anormal.
O intervalo necessário entre o uso de fluvoxamina e um inibidor da monoamino-oxidase deve ser definido pelo médico.
Como usar o Fluvique 50mg?
Os comprimidos devem ser administrados por via oral e ingeridos com água. Eles podem ser divididos em duas partes iguais, mas não devem ser mastigados. O Fluvique 50mg deve ser usado exatamente conforme a orientação médica.
No tratamento da depressão, a dose inicial recomendada é de 50mg ou 100mg, em dose única ao anoitecer. O médico poderá aumentar a dose gradualmente até alcançar a resposta adequada. A dose eficaz diária geralmente é de 100mg, mas precisa ser ajustada à resposta individual. Doses diárias superiores a 150mg devem ser divididas. A dose máxima informada na bula é de 300mg por dia.
Conforme as recomendações mencionadas na bula, o tratamento antidepressivo deve continuar por pelo menos seis meses depois da recuperação de um episódio depressivo. Para prevenção da recorrência da depressão, é recomendada uma dose única diária de 100mg de fluvoxamina.
No tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, a dose inicial recomendada é de 50mg ao dia durante três a quatro dias. Posteriormente, ela pode ser aumentada até a obtenção da resposta clínica desejada, sem ultrapassar 300mg ao dia em adultos ou 200mg ao dia em crianças acima de 8 anos e adolescentes. A dose eficaz geralmente varia de 100mg a 300mg por dia.
O ajuste deve ser individualizado e cuidadoso para manter o paciente com a menor dose eficaz. A necessidade de manutenção do tratamento deve ser reavaliada periodicamente. Não altere a dose nem interrompa o tratamento sem o conhecimento do médico.
O que fazer se eu esquecer de usar o Fluvique 50mg?
Se você se esquecer de tomar uma dose do Fluvique, não tome uma dose dobrada para compensar a dose esquecida. Em caso de dúvida sobre como continuar o tratamento, procure orientação do farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista.
Cuidados ao usar o Fluvique 50mg
Pacientes com histórico de pensamentos ou tentativas de suicídio devem ser cuidadosamente monitorados, principalmente no início do tratamento e depois de alterações na dose. A depressão e outras condições psiquiátricas podem estar associadas ao aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas. O paciente e seus responsáveis devem procurar o médico imediatamente ao perceber piora clínica, comportamento suicida ou mudanças comportamentais.
Em crianças e adolescentes menores de 18 anos, o uso da fluvoxamina é indicado somente para o transtorno obsessivo-compulsivo a partir dos 8 anos. Os efeitos do tratamento de longo prazo sobre crescimento, maturação e desenvolvimento comportamental e cognitivo são desconhecidos. Adultos jovens entre 18 e 24 anos com alterações psiquiátricas também podem apresentar maior risco de comportamento suicida durante o uso de antidepressivos.
Pacientes com insuficiência hepática ou renal devem iniciar o tratamento com doses baixas e ser acompanhados com maior frequência. A fluvoxamina deve ser evitada em pessoas com epilepsia não controlada. Pacientes com epilepsia controlada precisam de monitoramento e devem procurar o médico imediatamente se ocorrerem convulsões ou aumento de sua frequência.
Também é necessário cuidado em pacientes com diabetes, histórico de mania ou hipomania, glaucoma de ângulo estreito, pressão ocular aumentada, problemas sanguíneos ou de coagulação, bradicardia, insuficiência cardíaca, outras doenças cardíacas ou baixos níveis de potássio ou magnésio no sangue.
A administração pode estar associada à inquietação psicomotora, síndrome serotoninérgica, sintomas semelhantes aos da síndrome neuroléptica maligna, baixos níveis de sódio no sangue e alterações no controle da glicose. Procure atendimento médico diante de aumento da temperatura corporal, rigidez, contrações musculares súbitas, confusão, irritabilidade, agitação extrema ou alterações rápidas dos sinais vitais.
A interrupção abrupta deve ser evitada. Ao finalizar o tratamento, o médico reduzirá a dose gradualmente por pelo menos uma ou duas semanas. A suspensão pode causar vertigem, formigamento, distúrbios visuais, sensação de choques elétricos, alterações do sono, agitação, irritabilidade, confusão, instabilidade emocional, dor de cabeça, náusea, vômito, diarreia, transpiração, palpitação, tremor e ansiedade.
O medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez ou a amamentação sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Pacientes com intenção de engravidar devem conversar com o médico. A fluvoxamina é eliminada no leite materno em pequenas quantidades.
Durante o tratamento, a habilidade de dirigir e operar máquinas pode estar prejudicada. Podem ocorrer sonolência, tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas e acidentes.
Interações medicamentosas com o Fluvique 50mg
Informe ao médico sobre todos os medicamentos utilizados, inclusive os adquiridos sem receita. A fluvoxamina pode alterar o metabolismo de diferentes substâncias e exigir redução de dose ou monitoramento médico.
- Não deve ser associada a tizanidina, ramelteona, pimozida, linezolida ou inibidores da monoamino-oxidase;
- Terfenadina, astemizol e cisaprida não devem ser administradas concomitantemente devido ao risco de alterações graves no ritmo cardíaco;
- Tacrina, teofilina, metadona, mexiletina, fenitoína, carbamazepina, pimozida e ciclosporina exigem monitoramento cuidadoso;
- As doses de clomipramina, imipramina, amitriptilina, clozapina, olanzapina e quetiapina podem precisar ser reduzidas;
- Triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam podem necessitar de redução de dose;
- As concentrações de ropinirol, propranolol e varfarina podem aumentar;
- Agentes serotoninérgicos, incluindo triptanos, tramadol, buprenorfina, buprenorfina com naloxona, outros ISRSs e preparações com Erva-de-São-João, podem elevar o risco de síndrome serotoninérgica;
- O uso com lítio ou triptofano pode intensificar os efeitos serotoninérgicos;
- Anticoagulantes e medicamentos que afetam as plaquetas podem aumentar o risco de sangramento.
Pacientes que consomem grandes quantidades de bebidas com cafeína devem reduzir a ingestão, pois podem ocorrer tremor, palpitação, náusea, inquietação e insônia. O suco de toranja pode aumentar a exposição à fluvoxamina. Não se deve ingerir álcool durante o tratamento.
Efeitos colaterais do Fluvique 50mg
Os efeitos colaterais comuns incluem falta de apetite, agitação, nervosismo, ansiedade, insônia, sonolência, tremor, dor de cabeça, vertigem, palpitação ou taquicardia, dor abdominal, constipação, diarreia, boca seca, dor de estômago, náusea, vômito, transpiração intensa, fraqueza e mal-estar.
As reações incomuns incluem alucinação, confusão, agressividade, movimentos involuntários, falta de coordenação muscular, redução da pressão arterial ao mudar de posição, inchaço na face ou nos membros, erupção cutânea, coceira, dor nas articulações, dor muscular e ejaculação retardada.
Entre as reações raras estão mania, convulsão, alteração do funcionamento do fígado, sensibilidade da pele aos raios ultravioleta e produção espontânea de leite.
As reações de frequência desconhecida incluem alterações nos níveis de prolactina, secreção inapropriada do hormônio antidiurético, baixos níveis de sódio, alteração de peso, pensamentos ou comportamentos suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, inquietação psicomotora, formigamento, alteração do paladar, glaucoma, dilatação da pupila, hemorragias, fratura óssea, alterações urinárias, dificuldade para atingir o orgasmo, alterações menstruais, hemorragia pós-parto e síndrome de descontinuação, inclusive em recém-nascidos.
Informe ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis.
Como guardar o Fluvique 50mg?
O Fluvique 50mg com 30 comprimidos deve ser armazenado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, e conservado em sua embalagem original. Depois de partido, o comprimido é válido por 24 horas quando mantido na embalagem e nas condições de temperatura indicadas.
Não utilize o medicamento após o vencimento. Antes de usar, observe seu aspecto e consulte o farmacêutico se notar alguma alteração, mesmo que esteja dentro do prazo de validade. Mantenha todo medicamento fora do alcance das crianças.
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