Gliclazida 30mg 60 Comprimidos Liberacao Prolongada Neoquimica Generico
Descrição do produto
O que é a Gliclazida 30 mg 60 Comprimidos?
A Gliclazida 30 mg 60 Comprimidos é um medicamento genérico de uso adulto, apresentado na forma de comprimidos de liberação prolongada para administração oral. A gliclazida pertence à classe das sulfonilureias e atua como um agente antidiabético oral, contribuindo para a redução dos níveis de açúcar no sangue.
Segundo a bula, a gliclazida 30 mg é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2, condição em que a secreção de insulina é inadequada e pode ocorrer aumento da glicose no sangue. O medicamento deve ser utilizado conforme prescrição médica, respeitando as doses, os horários e a duração do tratamento.
Composição da Gliclazida 30 mg 60 Comprimidos
Cada comprimido de liberação prolongada contém:
- Gliclazida: 30 mg.
- Maltodextrina.
- Lactose monoidratada.
- Hipromelose.
- Dióxido de silício.
- Estearato de magnésio.
- Água.
A apresentação é de comprimidos de liberação prolongada e a via de administração é oral. O medicamento é destinado ao uso adulto.
Superdose da Gliclazida 30 mg: o que fazer?
O uso de uma quantidade maior do que a indicada pode provocar hipoglicemia, ou seja, uma redução excessiva dos níveis de açúcar no sangue. Caso sejam ingeridos muitos comprimidos, a orientação da bula é entrar imediatamente em contato com o médico ou procurar o serviço de emergência do hospital mais próximo.
Os sinais de superdose correspondem aos sintomas de hipoglicemia. Entre eles podem ocorrer dor de cabeça, fome intensa, náuseas, vômitos, fadiga, alterações do sono, agitação, agressividade, dificuldade de concentração, confusão mental, alterações da fala ou da visão, tremores, tontura, sudorese, ansiedade e alterações nos batimentos cardíacos.
Quando a pessoa estiver consciente, a hipoglicemia provocada por dose excessiva deve ser tratada imediatamente com açúcar, como quatro a seis torrões de açúcar ou uma bebida adocicada, seguida de um lanche ou refeição substancial. Se o paciente estiver inconsciente, não devem ser oferecidos alimentos nem bebidas. Nesse caso, um médico deve ser informado imediatamente e o serviço de emergência deve ser acionado.
Em caso de uso de grande quantidade, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. A bula também orienta ligar para o número 0800 722 6001 caso sejam necessárias mais informações.
Para que serve e como funciona a Gliclazida 30 mg?
A gliclazida 30 mg é indicada para o tratamento do diabetes tipo 2, incluindo diabetes em pacientes obesos, idosos ou com complicações vasculares. Trata-se de um medicamento que reduz os níveis de açúcar no sangue e pertence à classe das sulfonilureias.
Normalmente, após as refeições, o pâncreas libera insulina para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos valores adequados. No diabetes, essa secreção de insulina pode ser insuficiente, provocando o aumento da glicose sanguínea.
A gliclazida estimula o pâncreas a liberar insulina, contribuindo para o controle das taxas de açúcar no sangue. A bula também informa que o medicamento se opõe à evolução das complicações vasculares que podem aparecer ao longo do tempo em pacientes com diabetes.
Na maioria dos pacientes, o início da ação da gliclazida 30 mg pode ser percebido aproximadamente após duas semanas de tratamento.
Contraindicações da Gliclazida 30 mg
A Gliclazida 30 mg não deve ser utilizada nas seguintes situações:
- Alergia ou hipersensibilidade à gliclazida ou a qualquer outro componente da fórmula.
- Hipersensibilidade a outros medicamentos da classe das sulfonilureias ou a sulfamidas hipoglicemiantes.
- Diabetes tipo 1.
- Presença de corpos cetônicos ou açúcar na urina associada à cetoacidose diabética, pré-coma ou coma diabético.
- Doença renal grave.
- Doença hepática grave.
- Uso de miconazol para tratamento de infecções fúngicas.
- Durante a amamentação ou doação de leite humano.
- Menores de 18 anos.
- Pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose, pois o medicamento contém lactose.
O tratamento durante a gravidez não é recomendado. Mulheres grávidas, que pensem estar grávidas ou que estejam planejando engravidar devem informar o médico para que seja avaliada uma alternativa de tratamento adequada.
Como usar a Gliclazida 30 mg?
A dose da gliclazida 30 mg deve sempre seguir a recomendação do médico. A quantidade é determinada de acordo com os níveis de açúcar no sangue e, quando necessário, também pelos níveis de açúcar na urina.
Segundo a bula, a dose usual varia de um a quatro comprimidos, até o máximo de 120 mg, administrados em uma única tomada por via oral no café da manhã. A dose utilizada depende da resposta individual ao tratamento.
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, de uma só vez, com um copo de água no horário do café da manhã e, preferencialmente, sempre no mesmo horário. A administração deve ser seguida por uma refeição.
Os comprimidos de Gliclazida 30 mg não podem ser partidos, abertos ou mastigados.
Se o tratamento for associado a metformina, inibidor da alfa-glicosidase, tiazolidinediona, inibidores da dipeptidil peptidase-4, agonistas dos receptores GLP-1 ou insulina, o médico determinará individualmente a dose de cada medicamento.
O tratamento do diabetes é geralmente de longo prazo. O medicamento não deve ser interrompido sem conhecimento do médico, pois a interrupção pode provocar hiperglicemia e aumentar o risco de complicações relacionadas ao diabetes.
O que fazer se eu esquecer de usar a Gliclazida 30 mg?
Se uma dose for esquecida, a orientação é tomar a dose seguinte no horário habitual. Não se deve tomar uma dose adicional para compensar a dose esquecida.
O uso regular todos os dias é importante para o funcionamento adequado do tratamento. Em caso de dúvidas, deve-se procurar orientação do médico, farmacêutico ou cirurgião-dentista.
Cuidados ao usar a Gliclazida 30 mg
Durante o tratamento, os níveis de açúcar no sangue e, quando necessário, na urina devem ser regularmente monitorados. A hemoglobina glicada, conhecida como HbA1c, também deve ser acompanhada conforme orientação médica.
Nas primeiras semanas de tratamento pode haver maior risco de hipoglicemia. Esse risco pode aumentar quando o paciente pula refeições, fica em jejum, está desnutrido, muda sua dieta, aumenta a atividade física sem compensação adequada na ingestão de carboidratos, consome bebidas alcoólicas, usa outros medicamentos simultaneamente ou utiliza uma dose excessiva de gliclazida.
O risco também pode estar aumentado em algumas alterações hormonais e quando a função dos rins ou do fígado está severamente reduzida.
A hipoglicemia pode causar dor de cabeça, fome intensa, náuseas, vômitos, cansaço, alterações do sono, agitação, agressividade, falta de concentração, confusão mental, alterações da fala ou da visão, tremores, distúrbios sensoriais e tontura. Também podem ocorrer sudorese, pele úmida, ansiedade, aceleração ou irregularidade dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial e dor intensa no peito.
Em casos mais intensos, a queda contínua da glicemia pode resultar em delírio, convulsões, alterações do comportamento, dificuldade para respirar, redução dos batimentos cardíacos e perda da consciência.
A bula informa que, na maioria dos casos, os sintomas podem desaparecer rapidamente após o consumo de açúcar. Caso isso não seja suficiente ou os sintomas reapareçam, é necessário entrar em contato com o médico ou procurar o hospital mais próximo.
Em situações de estresse, como acidentes, cirurgias ou febre, o médico pode substituir temporariamente o tratamento por insulina.
Também pode ocorrer hiperglicemia caso a gliclazida não reduza adequadamente a glicose, quando o tratamento prescrito não é seguido, diante do uso de preparações contendo Erva de São João ou em determinadas situações de estresse. Os sintomas podem incluir sede, aumento da frequência urinária, boca seca, pele seca com coceira, infecções da pele e baixo rendimento.
Pessoas com deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase, conhecida como G6PD, devem conversar com o médico antes do uso, devido à possibilidade de diminuição da hemoglobina e destruição das células vermelhas do sangue. A bula também menciona casos de porfiria aguda descritos com outros medicamentos da classe das sulfonilureias.
A capacidade de concentração ou reação pode ser reduzida em caso de hipoglicemia, hiperglicemia ou alterações visuais. Por isso, pacientes que apresentam episódios frequentes de hipoglicemia ou poucos sinais de alerta devem conversar com o médico antes de dirigir veículos ou utilizar equipamentos.
Interações medicamentosas com a Gliclazida 30 mg
Alguns medicamentos podem aumentar o efeito da gliclazida e favorecer a ocorrência de hipoglicemia. Entre eles estão:
- Outros antidiabéticos orais, agonistas dos receptores GLP-1 e insulina.
- Antibióticos como sulfonamidas e claritromicina.
- Betabloqueadores.
- Inibidores da enzima conversora de angiotensina, como captopril e enalapril.
- Miconazol e fluconazol.
- Antagonistas dos receptores H2.
- Inibidores da monoamino oxidase.
- Fenilbutazona e ibuprofeno.
- Medicamentos contendo álcool.
Outros medicamentos podem reduzir o efeito hipoglicemiante da gliclazida e favorecer o aumento da glicose no sangue, como:
- Clorpromazina.
- Corticosteroides.
- Salbutamol intravenoso, ritodrina e terbutalina.
- Danazol.
- Preparações contendo Erva de São João, ou Hypericum perforatum.
As fluoroquinolonas podem provocar alterações da glicemia, tanto aumento quanto redução dos níveis de açúcar, principalmente em pacientes idosos. A gliclazida também pode aumentar os efeitos de medicamentos anticoagulantes, como a varfarina.
O medicamento pode ser administrado com alimentos ou bebidas não alcoólicas. O consumo de bebidas alcoólicas não é aconselhável porque pode modificar de maneira imprevisível o controle do diabetes.
Efeitos colaterais da Gliclazida 30 mg
O efeito indesejável mais comum descrito na bula é a hipoglicemia. Quando não tratada, ela pode evoluir para sonolência, perda de consciência e até coma. Em caso de hipoglicemia prolongada ou grave, deve-se entrar imediatamente em contato com o médico.
Também foram relatados casos isolados de alteração da função do fígado, que podem causar coloração amarelada da pele e dos olhos. Nessas situações, é necessário procurar orientação médica imediatamente.
Entre as reações na pele relatadas estão erupção cutânea, vermelhidão, coceira, urticária, bolhas e angioedema, caracterizado por inchaço rápido de tecidos como pálpebras, face, lábios, boca, língua ou garganta, podendo causar dificuldade para respirar. Também foram relatadas, excepcionalmente, reações de hipersensibilidade graves conhecidas como DRESS.
Alterações no número de células sanguíneas também podem ocorrer e causar palidez, sangramento prolongado, contusões, dor de garganta e febre.
Entre os efeitos digestivos descritos estão dor abdominal, náusea, vômito, indigestão, diarreia e constipação. Esses efeitos podem ser reduzidos quando o medicamento é tomado durante as refeições conforme recomendado.
Alterações temporárias da visão podem ocorrer, especialmente no início do tratamento, devido às variações dos níveis de açúcar no sangue.
Como guardar a Gliclazida 30 mg?
A Gliclazida 30 mg deve ser armazenada em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, protegida da umidade e do calor. O medicamento deve permanecer em sua embalagem original e não deve ser utilizado após o prazo de validade indicado na embalagem.
Os comprimidos de liberação prolongada de 30 mg são descritos na bula como brancos a levemente amarelados, oblongos, bicôncavos e sem sulco.
Antes do uso, é recomendado observar o aspecto do medicamento. Caso esteja dentro do prazo de validade, mas apresente alguma alteração no aspecto, deve-se consultar o farmacêutico antes da utilização.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Conheça outros produtos relacionados a antidiabéticos na Panvel Farmácias e encontre opções para auxiliar no tratamento e controle do diabetes conforme orientação médica.
