Amplictil 100mg 20 Comprmidos Revestidos C1
Descrição do produto
O que é o Amplictil 100mg?
O Amplictil 100mg é um medicamento de uso oral que tem como princípio ativo a clorpromazina. Cada comprimido revestido contém 112 mg de cloridrato de clorpromazina, quantidade equivalente a 100 mg de clorpromazina base.
O medicamento age no sistema nervoso central, controlando diferentes tipos de excitação, sendo utilizado no tratamento de perturbações mentais e emocionais e em outras situações descritas na bula. O Amplictil é apresentado em comprimidos revestidos e deve ser utilizado conforme orientação médica.
Composição do Amplictil 100mg
Cada comprimido revestido do Amplictil 100mg contém:
- Princípio ativo: 112 mg de cloridrato de clorpromazina, equivalente a 100 mg de clorpromazina base.
- Amido de milho.
- Sacarose.
- Lactose monoidratada.
- Dióxido de silício.
- Estearato de magnésio.
- Hipromelose.
- Croscarmelose sódica.
- Macrogol 20000.
- Laca branca de óxido de titânio.
- Corante amarelo crepúsculo FD&C nº 6.
O Amplictil 100mg contém 95,2 mg de sacarose por comprimido. De acordo com a bula, não deve ser utilizado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose e/ou insuficiência de sacarose-isomaltase e deve ser utilizado com cautela por pessoas com diabetes. O corante amarelo crepúsculo presente na formulação pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Superdose do Amplictil 100mg: o que fazer?
Em caso de uso de uma quantidade maior do que a indicada do Amplictil, é necessário procurar ajuda médica imediatamente. Os principais sintomas de intoxicação aguda descritos na bula são depressão do sistema nervoso central, hipotensão e sintomas extrapiramidais, que correspondem a diferentes transtornos do movimento.
Doses elevadas podem provocar letargia, disartria, ataxia, estupor, redução da consciência até o coma, convulsões e midríase. Também podem ocorrer hipotensão, taquicardia ventricular, arritmias, depressão respiratória e hipotermia. A bula informa ainda que esses efeitos podem ser potencializados pelo uso de outros medicamentos ou pelo álcool e que podem ocorrer síndrome anticolinérgica e síndrome parkinsoniana grave.
Nos casos de intoxicação, a bula recomenda lavagem gástrica precoce, evitando a indução do vômito, além de citar o uso de medicamentos antiparkinsonianos para os sintomas extrapiramidais e de estimulantes respiratórios caso haja depressão respiratória.
Em caso de uso de grande quantidade de Amplictil 100mg, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Para orientações adicionais em caso de intoxicação, a bula informa o telefone 0800 722 6001.
Para que serve e como funciona o Amplictil 100mg?
O Amplictil é indicado para o tratamento de quadros psiquiátricos agudos e para o controle de psicoses de longa evolução. A bula também cita sua utilização em manifestações de ansiedade e agitação, soluços incoercíveis, náuseas, vômitos e neurotoxicoses infantis.
O medicamento também pode ser associado aos barbitúricos no tratamento do tétano. Outras indicações descritas incluem analgesia obstétrica, tratamento da eclampsia e situações em que seja necessária uma ação neuroléptica, vagolítica, simpatolítica, sedativa ou antiemética.
Quanto ao funcionamento, o princípio ativo do Amplictil 100mg, a clorpromazina, age no sistema nervoso central controlando diferentes tipos de excitação. Segundo a bula, essa ação torna o medicamento útil no tratamento das perturbações mentais e emocionais.
Contraindicações do Amplictil 100mg
O Amplictil não deve ser utilizado nas seguintes situações descritas na bula:
- Glaucoma de ângulo fechado.
- Risco de retenção urinária relacionado a problemas uretroprostáticos.
- Hipersensibilidade à clorpromazina, a outras fenotiazinas ou a qualquer componente da fórmula.
- Comas barbitúricos ou etílicos.
- Doença cardiovascular grave.
- Depressão grave do sistema nervoso central.
- Uso concomitante com levodopa.
- Uso concomitante com álcool, lítio ou sultoprida.
- Crianças menores de 1 ano.
- Pacientes idosos com retenção urinária causada por problemas de próstata ou uretra.
A bula também informa que o médico deverá avaliar a utilização em pessoas com alterações dos elementos do sangue, câncer de mama, distúrbios hepáticos, doença de Parkinson, distúrbios convulsivos ou úlcera péptica. O medicamento deve ser administrado com cautela em pacientes idosos ou debilitados.
Como usar o Amplictil 100mg?
Os comprimidos revestidos de Amplictil devem ser tomados com líquido, por via oral. A dose deve seguir exatamente a orientação do médico.
Em adultos, a bula informa que a dose pode variar de 25 mg a 1600 mg ao dia, dependendo da necessidade do paciente. O tratamento deve ser iniciado com doses baixas, entre 25 e 100 mg, repetidas de três a quatro vezes ao dia, se necessário, até que seja alcançada uma dose adequada ao controle dos sintomas. A dose máxima informada é de 2 g ao dia, e a maioria dos pacientes responde à dose diária entre 0,5 e 1 g.
Em pacientes idosos ou debilitados, doses mais baixas são geralmente suficientes. Para pessoas com mais de 65 anos, a dose inicial pode precisar ser aproximadamente metade da dose habitual de adultos, com aumentos graduais e revisões regulares.
Para crianças acima de 2 anos, a bula orienta aumento gradual da dose, sendo usualmente utilizada dose inicial de 1 mg/kg/dia, dividida em duas ou três tomadas. A dose total diária não deve exceder 40 mg em crianças abaixo de 5 anos ou 75 mg em crianças mais velhas.
O Amplictil deve ser administrado somente pela via oral, conforme recomendação médica. O tratamento não deve ser interrompido sem conhecimento do médico. O comprimido não deve ser partido ou mastigado.
O que fazer se eu esquecer de usar o Amplictil 100mg?
Caso uma dose do Amplictil seja esquecida, ela deve ser administrada assim que possível. Entretanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, deve-se esperar pelo próximo horário e respeitar o intervalo determinado pela posologia.
Não devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo. Em caso de dúvida, a bula orienta procurar o farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista.
Cuidados ao usar o Amplictil 100mg
Durante o tratamento com Amplictil 100mg, diferentes precauções devem ser observadas. Reações alérgicas, incluindo reação anafilática, urticária e angioedema, foram relatadas. Caso ocorram reações alérgicas, o tratamento deve ser descontinuado e deve ser iniciado o tratamento sintomático apropriado.
O medicamento deve ser evitado em pessoas com disfunção hepática ou renal, doença de Parkinson, hipotireoidismo, insuficiência cardíaca, feocromocitoma, miastenia gravis, hipertrofia prostática ou histórico de glaucoma de ângulo fechado ou agranulocitose.
A interrupção abrupta de neurolépticos, especialmente em doses elevadas, pode causar sintomas de abstinência como náusea, vômito, dor de cabeça, ansiedade, agitação, movimentos involuntários, contrações musculares, alterações da regulação da temperatura e insônia. A bula recomenda retirada gradual e informa que a descontinuação deve ocorrer sob estreita supervisão médica.
Em caso de febre sem causa aparente, o tratamento deve ser suspenso e o médico deve ser comunicado, pois esse sintoma pode estar relacionado à síndrome neuroléptica maligna. Palidez, aumento da temperatura corporal, alterações da consciência, rigidez muscular, sudorese e instabilidade da pressão arterial também são sinais descritos.
Também foram relatados casos raros de prolongamento do intervalo QT e risco de arritmias ventriculares graves. Pacientes com fatores de risco para acidente vascular cerebral ou tromboembolismo venoso devem utilizar o medicamento com cautela.
Pacientes com diabetes ou fatores de risco para seu desenvolvimento devem realizar monitoramento adequado da glicemia durante o tratamento. Pessoas com epilepsia ou histórico de convulsões também precisam de monitoramento cuidadoso.
Devido ao risco de fotossensibilização, deve-se evitar exposição direta à luz solar. O consumo de bebidas alcoólicas e de medicamentos contendo álcool deve ser evitado durante o tratamento.
Em tratamentos prolongados, a bula recomenda controle oftalmológico e hematológico regular. Febre, dor de garganta ou outros sinais de infecção devem ser comunicados imediatamente ao médico.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. O medicamento pode causar sonolência, tontura e visão turva.
O uso do Amplictil não é recomendado durante a gravidez, salvo quando o médico considerar que os benefícios superam os riscos potenciais. A amamentação também não é recomendada, uma vez que a clorpromazina passa para o leite materno.
Interações medicamentosas com o Amplictil 100mg
O uso de Amplictil é contraindicado em associação com levodopa e com medicamentos dopaminérgicos, exceto nas situações específicas descritas para pacientes com doença de Parkinson. A bula também desaconselha a associação com sultoprida devido ao risco aumentado de alterações do ritmo ventricular.
Outras interações e associações que exigem cuidados incluem:
- Lítio: pode aumentar o risco de neurotoxicidade, podendo ocorrer síndrome confusional, hipertonia e hiperreflexia.
- Antidiabéticos: doses elevadas de clorpromazina podem provocar elevação da glicemia, podendo ser necessário reforçar a automonitorização.
- Medicamentos gastrintestinais de ação tópica: sais, óxidos e hidróxidos de magnésio, alumínio e cálcio podem reduzir a absorção gastrintestinal dos neurolépticos fenotiazínicos. A bula recomenda, se possível, intervalo superior a duas horas.
- Medicamentos que prolongam o intervalo QT: incluindo determinados antiarrítmicos, antidepressivos e outros antipsicóticos, podem elevar o risco de arritmias.
- Inibidores do citocromo P450 1A2: podem aumentar a concentração plasmática da clorpromazina e o risco de reações adversas relacionadas à dose.
- Amitriptilina: a associação pode aumentar os níveis plasmáticos da amitriptilina.
- Inibidores da monoamina oxidase: o Amplictil deve ser evitado em pacientes que os utilizaram nos 14 dias anteriores, e esses medicamentos também devem ser evitados durante o tratamento.
- Anti-hipertensivos: podem aumentar a redução da pressão arterial e o risco de hipotensão ortostática.
- Atropina e outras substâncias atropínicas: podem aumentar efeitos como retenção urinária, prisão de ventre e secura da boca.
- Outros depressores do sistema nervoso central: antidepressivos sedativos, derivados morfínicos, anti-histamínicos H1 sedativos, barbitúricos, ansiolíticos, hipnóticos, metadona, talidomida, clonidina e substâncias semelhantes podem aumentar a depressão central.
- Álcool: aumenta os efeitos sedativos dos neurolépticos e deve ser evitado.
A bula orienta informar ao médico ou farmacêutico sobre o uso de medicamentos para batimentos cardíacos irregulares, epilepsia ou convulsões, doenças psiquiátricas, infecções, diabetes e doença de Parkinson, além de qualquer outro medicamento em uso.
Efeitos colaterais do Amplictil 100mg
Como outros medicamentos, o Amplictil pode causar reações adversas. Reações alérgicas podem ocorrer imediatamente ou vários dias após a administração e podem ser graves. Sintomas como erupções na pele, coceira, dificuldade para respirar, falta de ar, inchaço da face, lábios, garganta ou língua, palpitações, tontura, fraqueza ou desmaio exigem atendimento imediato.
Reações muito comuns:
- Ganho de peso, que pode ser importante.
- Sedação e sonolência.
- Síndrome extrapiramidal.
- Secura da boca e prisão de ventre.
- Acatisia, caracterizada pela impossibilidade de permanecer parado.
- Discinesias tardias durante tratamentos prolongados.
Reações comuns:
- Parkinsonismo.
- Acinesia, com ou sem hipertonia.
Reações muito raras:
- Lúpus eritematoso sistêmico.
- Priapismo.
- Distúrbio de ejaculação.
Reações com frequência desconhecida: a bula relata, entre outras, alterações do eletrocardiograma, arritmias cardíacas, torsades de pointes, hiperprolactinemia, alterações na regulação da temperatura, redução da tolerância à glicose, hiperglicemia, hipertrigliceridemia, hiponatremia, tontura, insônia, convulsões, distonia, síndrome neuroléptica maligna, discinesia tardia, retenção urinária, alterações gastrintestinais graves, fotodermias, pigmentação da pele, reações cutâneas, alterações oculares, icterícia e lesão hepática.
Também foram relatadas alterações do sangue, incluindo eosinofilia, trombocitopenia, leucopenia e agranulocitose; hipotensão ortostática; tromboembolismo venoso; estado confusional; delírio; ansiedade; alteração do humor; depressão respiratória e congestão nasal.
A síndrome neuroléptica maligna é uma reação grave e potencialmente fatal. Febre alta, rigidez muscular, tontura, dor de cabeça intensa, aceleração dos batimentos cardíacos, confusão, agitação, alucinações ou sudorese intensa exigem interrupção do tratamento e contato imediato com o médico, conforme orientação da bula.
Como guardar o Amplictil 100mg?
O Amplictil 100mg deve ser mantido em sua embalagem original, em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade.
O prazo de validade deve ser sempre verificado na embalagem. O medicamento não deve ser utilizado se houver sinais de violação ou danos na embalagem ou se o prazo de validade estiver vencido.
O comprimido de 100 mg é descrito na bula como revestido, redondo, biconvexo e de cor laranja. A face superior é monossectada, sem impressão, e a face inferior contém a impressão “303av”. Caso seja observada qualquer alteração no aspecto dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico antes de utilizar o medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
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